Essa é simplesmente mais uma das viagens de Carol Patrocínio que eu preciso comentar.
Quando entrei no Yahoo essa manhã como faço todos os dias via na barra de slides o título que dizia:
"Mulheres fazem sexo apenas para agradar?".
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E era completado com seguinte descrição:
"Carol Patrocínio afirma que não é lisonjeiro achar que homem depende do corpo da mulher No Preliminares".
Queria saber que faz essas pre-release do Yahoo, eles realmente chamam a atenção, mas que muitas vezes são enganosas, como aquele artigo que falava dos carros que mais consumiam combustível e na capa apresentar o Hyundai Veloster, que nem apareceu na lista. Mas essa é outra história.
Voltando ao assunto, quando entrei no artigo o título era um pouco pior:
"Nada de missionária, apenas nua"
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Esse é o momento em que um homem comum pode pensar "agora a porra ficou séria", mas nem é pra tanto, o restante do artigo e um tanto quanto feminista, ou talvez muito feminista.
Eu não assisti ao filme "As Sessões", em que Helen Hunt é uma terapeuta que faz sexo com um homem paralisado, ainda virgem, mas posso garantir que mulheres não fazem sexo por dó, nem por caridade. Mulheres fazem sexo pelo prazer que o sexo dá. É claro que esse prazer pode se misturar com sensações de diversos outros tipos, mas todas elas estão extremamente ligadas com desejo, tesão e orgasmos.Sim, até aí tudo bem. Todos os homens sabem que mulher sente prazer e fazer sexo, não é preciso que uma sexóloga diga isso, e eu também não assisti ao filme, mas ao meu ver se ela transava com pessoa com problemas isso poderia ser um fetiche dela, nada tão condenável como as pessoas pintam.
No filme, a mulher faz sexo com pessoas cheias de dificuldades. Mas isso não tem nada de tão nobre quanto querem que pareça. As prostitutas que trabalham numa casa de descanso na Grã-Bretanha fazem a mesma coisa e por isso mesmo são ainda mais apontadas como um problema social.
Ter que ler que mulheres fazem sexo porque homens precisam disso desesperadamente é dizer, nas entrelinhas, que estamos aqui para satisfazer o outro. E não, não estamos. No sexo as pessoas se satisfazem, é o único momento na vida em que ser egoísta não é tão ruim quanto parece – desde que isso seja recompensado no momento seguinte ou mesmo durante os momentos de egoísmo.
Opa! Parou tudo. Nesse ponto eu digo que ela esta dando apenas a opinião dela como mulher e se esquecendo do homem. Homem em geral, sim, também estou generalizado, transa querendo prazer, mas também se preocupa com muito com o prazer que a mulher vai sentir. Tanto que se quiser acabar com a felicidade e com todo o tesão de um homem e só dizer que ele é ruim de cama. E isso não é exclusividade masculina, eu já transei com garotas que o tempo todo perguntavam se estava bom, sim meninos, tem mulheres, e não são poucas, que se preocupam com o prazer que o parceiro pode estar sentindo. Mas o segredo pra uma boa transa e esquecer isso no momento e só perguntar depois. Ou esquecer para sempre e se achar o máximo.
Vamos continuar lendo...
Nossos corpos não são presentes, não são pacotes e não precisam ser abertos. Nós abrimos nossos corpos para o prazer – seja ele misturado com outras coisas ou não. O prazer está ligado a tantos outros detalhes além da penetração, além de um pênis, que é difícil para muitas pessoas entenderem isso.
O prazer pode ser transar com caras feios, sujos, moradores de rua, deficientes físicos, caras ricos, lindos, famosos, mulheres, fazer sexo com você mesma em frente ao espelho... Padrões do que é bonito e desejável mudam para cada pessoa e nem todo mundo segue os padrões da mídia. Nem todo mundo procura algo externo. Prazer é algo totalmente pessoal e não entender isso só faz de você uma pessoa despreparada para encontrar o seu próprio gozo.
Como eu disse antes, fetiche, o prazer de realizar uma fantasia sexual.
Não somos santas nem putas, somos pessoas buscando um alívio para as pressões do dia a dia, uma maneira de relaxar e não ter que falar, ouvir, dar uma resposta pensada e certeira. No sexo, nosso corpo fala, se expressa, mostra os caminhos que escolhemos e ninguém tem nada a julgar.
Se você é homem e acha que penetra uma mulher porque ela está sendo generosa precisa ganhar um pouco de amor próprio. Você penetra uma mulher, faz sexo oral nela e recebe dela porque você é desejável, despertou isso nela e fez com que ela sentisse essa vontade. Dê mais valor a você mesmo e um pouco mais de crédito a mulher com quem você se deita.
Mais uma vez foi extremamente feminista. Discorda da parte em que fala que mulheres não são "santas", homem nenhum gosta de santinha do pau oco. Se não tiver um pouquinho de "safadeza" das duas partes no relacionamento ele dura. Entretanto concordo que para uma mulher transar com um cara é preciso muito do que beleza ou qualquer outro fator estético, para que ela queira o homem deve ter algo nele que a interesse e que realmente que pensa que é uma caridade precisa de um pouco mais de amor próprio, ou cometer suicídio de vez.
O moralismo está em querer que o mundo acredite que a mulher transa por sentir algo nobre pelo homem. A mulher transa porque quer transar, quer ser desejada, quer gozar e fazer gozar. A mulher faz sexo pelo mesmo motivo que o homem o faz. E a nobreza nisso tudo está em seguir seus desejos, conhecer quem você realmente é e não fugir da sua verdade, mesmo que você possa ser, ao invés da próxima santa generosa, a próxima vadia.
Não é lisonjeiro achar que uma cara depende da gente, nem do nosso corpo, nem da nossa atenção ou afeto. Amar não tem a ver com isso. Amar não é dependência, amar é troca, é andar lado a lado, é dividir experiências, desejos, medos, portos seguros e pontos de equilíbrio.
Amar, amor, relacionamento, sexo. Isso é um conjunto e o prazer, o bem estar só é possível se esse conjunto estiver funcionando bem.
Concordo com muitos artigos publicados pela Carol, mas esse começou de uma forma nada legal e a chamada para ele dava uma ideia errada ao leitor. Ultimamente não tenho entendi o Yahoo e seu colunistas.
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